Reflexo da atual crise global, o mercado financeiro mundial, em especial o brasileiro, tem apresentado forte volatilidade exigindo dos gestores de recursos bastante cautela quanto à estratégia a ser adotada na aplicação desses recursos. Em momentos de forte crise financeira como a que vivenciamos atualmente o recomendável é manter as posições, evitando assim a realização de prováveis prejuízos. Essa instabilidade, como não poderia ser diferente, tem refletido no desempenho das carteiras de investimentos da FASERN, trazendo preocupação para os participantes, especialmente àqueles que, na forma da regulamentação estabelecida pelo Conselho Deliberativo da FASERN,conforme as atas 37ª e 62ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo ocorridas em 18 de setembro de 2000 e 26 de abril de 2006 respectivamente, tem que compulsoriamente optar por um perfil mais conservador. Atenta a essa preocupação e em atendimento a várias solicitações desses participantes, que manifestaram sua vontade em permanecer no perfil atual, uma vez que a mudança de perfil no momento em que o mercado está em forte queda e os preços dos ativos não condiz com os fundamentos da economia brasileira, seguramente confirma a realização de um prejuízo, tornando assim desinteressante tal opção, o Conselho Deliberativo atendendo solicitação da diretoria Executiva da FASERN, após analisar os reflexos da crise na rentabilidade das carteiras de investimentos, deliberou da seguinte maneira:
1) Participantes que completarem 50 anos de idade tem as opções de: a) Permanecer no perfil atual, devendo no entanto expressar essa vontade por escrito. b) Optar por um dos perfis, Conservador, Moderado ou Moderado Plus.
2) Participantes que completarem 53 anos de idade tem as opções de:
a) Permanecer no perfil atual, devendo no entanto expressar essa vontade por escrito.
b) Optar pelo perfil Conservador.
3) Os participantes ao completarem 50 ou 53 anos de idade devem ser comunicado pela FASERN sobre a necessidade de se manifestar a respeito do perfil de investimento em que deseja aplicar seus recursos.
COMPOSIÇÃO DOS PERFIS POR SEGMENTO FINANCEIRO
CONSERVADOR
- Constituído com até 100% de ativos na renda fixa e o máximo de 10% na renda variável; MODERADO - Constituído com até 100% de ativos na renda fixa e o máximo de 20% na renda variável; MODERADO PLUS - Constituído com até 100% de ativos na renda fixa e o máximo de 30% na renda variável;
AGRESSIVO - Constituído com até 80% de ativos na renda fixa e o máximo de 40% na renda variável; AGRESSIVO PLUS - Constituído com até 80% de ativos na renda fixa e o máximo de 60% na renda variável;
Calma na tormenta da crise
Após os excelentes resultados obtidos pelo IBOVESPA nos últimos anos, o mercado de renda variável tornou-se nos últimos meses a maior preocupação para os investidores. Em meio aos efeitos da crise dos créditos imobiliários americanos, os denominados subprime, a aceleração de alguns indicadores da inflação, a alta dos juros aliado ao sobe e desce dos índices da bolsa de valores trouxe forte volatilidade ao mercado financeiro brasileiro.
Diante deste cenário, a questão que todos se perguntam é até quando a bolsa vai continuar a cair e chegar ao ponto de inflexão e começar a subir? A resposta exata, obviamente ninguém tem, mas um indicador é fundamental para se pensar numa retomada dos índices da BOVESPA, o retorno dos investidores estrangeiros à bolsa brasileira. Os aplicadores estrangeiros ao ditar a dinâmica do mercado atrai os demais investidores e são eles responsável por 35% do volume diário de negócios realizados.
Nos últimos oito meses, os investidores estrangeiros tiraram mais de 16 bilhões de reais da bolsa brasileira e provocaram o mais longo período de baixa do índice desde 2002, quando o receio da eleição de Lula derrubou o mercado.
Na atual crise, o fator que determinou a saída dos investidores estrangeiros não tem relação com a política brasileira, mas sim pela necessidade de saldar débitos provocados pela crise americana. A demora do retorno à bolsa brasileira se dar pela incerteza quanto a extensão e duração da crise. Não se sabe se o pior já passou e se haverá redução drástica no crescimento das principais economias.
Ante esse quadro é consenso no mercado ter calma para evitar o erro clássico de entrar na alta e sair na baixa, é preciso ter a perspectiva de longo prazo e não esquecer que o mercado financeiro, notadamente de renda variável funciona em ciclos de altas e baixas.
N
esse contexto, apesar da incerteza na economia global, o cenário brasileiro é positivo notadamente em função da conquista de grau de investimento. Embora haja uma estimativa de redução do potencial de ingresso de capital estrangeiro no país, em razão da conjuntura internacional, a conquista foi em decorrência de importantes ajustes na economia brasileira que teve como resultado uma mudança benéfica com relação ao risco país. Ao longo desse processo, a economia se estabilizou e instituições como a BOVESPA tiveram uma dimensão sem precedente no país.
O Brasil encontra-se numa posição bastante favorável entre os paises emergentes, as conquistas decorrentes do grau de investimento virão aos poucos.
PARÂMETROS NA APLICAÇÃO DOS RECURSOS ENTRE OS PERFIS DE INVESTIMENTOS:
Plano Renda Fixa e Empréstimo Renda Variável Imóvel
BD 92,5% 7,0% 0,5%
CD
Conservador 93,0% 7,0%
Moderado 87,0% 13,0%
Moderado Plus 81,5% 18,5%
Agressivo 71,5% 28,5%
Agressivo Plus 63,0% 37,0%
Compare a rentabilidade de seu perfil com a dos principais indicadores do mercado ao longo do período, lembre-se sempre de pensar no longo prazo. Acesse www.fasern.com.br